quinta-feira, 23 de abril de 2009

105: 1

Sabe criança mimada que não pode ser contrariada que abre o berreiro e faz manha e dá escândalo gritando "eu quero"? Prazer. Sou assim. Obviamente passei a fase do choro há alguns anos, mas, transportando a chateação para a vida adulta, sou um rapazinho que não pode ser contrariado. Nem por mim mesmo. E sofro com isso e por isso. Um dia amadureço e a coisa passa; ou então caio podre de vez.

Todo mundo ficaria feliz da vida se subisse na balança depois de três meses e soubesse que perdeu 17kg. Principalmente depois de esforço físico real (lembram do peitoral voador? e do abdominal prancha?), dieta, nunca neguei a ajuda de remédios, enfim. O fato é que procurei ser o mais correto dentro dos meus limites com os meus projetos. Tanto que fiz esse blog justo para me ajudar. Afinal eu não ia poder ficar passando vergonha todo dia e chegar aqui escrevendo que comi uma feijoada ou me acabei no rodízio da churrascaria. O diário veio como instrumento inclusive de incentivo. E eu realmente fiquei feliz, até ver o resultado da bioimpedância (pus o link porque estou com preguiça de re-explicar) e ver que perdi, de acordo com o teste, cerca de 6kg de massa magra.

Hoje me arrumei, coloquei uma (a única – aquela que fui ao aniversário da Clarice) roupa mais justa que visto quando quero mesmo parecer que perdi peso, e fui todo feliz contar à Dra. Ângela o resultado dos testes. Ela abriu a porta toda contente, me elogiou e tudo seguiu bem até a hora de apresentar o resultado do teste. Só não vou dizer que apanhei porque ela é muito educada para isso, mas basicamente rolou um papo sério que eu não estou comendo direito, que eu poderia simplesmente ter tido um ataque de hipoglicemia em algum aparelho de musculação mais puxado, e como consequencia a minha dieta teria de ser alterada.

Acho que todo mundo que faz regime também ficaria feliz ao saber que a sua dieta passou de 1200 para 1800 calorias, sendo que eu não posso comer menos de 1600 calorias por dia. A cabeça de gordo pensaria "Oba! Mais comida!". Só que hoje, realmente, fiquei chateado. Não sei se porque a Dra. Ângela esperava um resultado bastante diferente (precisavam ver a cara de séria que ela fez) e eu saí do consultório com a sensação horrível de que desapontei a médica "legal", ou se porque eu esperava que fosse começar a reduzir a medicação, ou ainda porque nada aconteceu como no meu mundo perfeito dos sonhos seria (com o fisioterapeuta me esculachando e a médica dando parabéns).

Em conclusão eu vou ter de rever a minha alimentação (principalmente a quantidade dela), adicionar um suplemento alimentar pós-atividade física, e, como a minha oxigenação anda muito da boa (minha taxa VO2 passou de 21,97 para 39,13 ml/kg min – acima da média), tudo indica que vou acabar virando aquilo que eu nunca fui e bobear tinha potencial desde cedo para ser: atleta.

Um comentário:

Kenji disse...

vc está indo muito bem! ;-)