segunda-feira, 23 de março de 2009

74: 1

Sábado passado eu estava almoçando e encontrei, depois de dez anos, uma conhecida. Não posso dizer amiga, porque efetivamente não o é [apesar de eu ter amigos que não vejo a quase dez anos; incluindo até alguns que nunca vi, mas que mantém o status de amizade]. Não me lembro o nome dela, e isso pouco importa [a Cris me disse no gtalk que é Beth]. A gente ficou naquele clima estranho de reconhece não reconhece, até que enfim vimos que éramos nós mesmos e oi tudo bem, como vai, quanto tempo, o que você tem feito... O de sempre. Mas aí a moça me lança a seguinte pergunta:

"E você, continua escrevendo?"

Eu nunca tinha pensado isso: se escrevo ou deixo de escrever. Como você está me lendo, é claro que a sua reação será "claro, dã..." Mas o fato real, prezado leitor, é que, por mais que você duvide disso e tenha em sua frente um amontoado de letras que fazem algum sentindo, a resposta que dei foi "não... eu não ando escrevendo nada".

Porque, efetivamente, não escrevo. Não como antes, quando ainda havia alguma pretensão de ser literário. Aqui, isso, é um diário comum que funciona mais como bengala para um regime que vai bem, obrigado, e é coisa que todo mundo faz. Não vai virar livro, não é ofício. Talvez um dia eu me proponha a escrever enquanto profissão. Aí é sério. Aqui é bate-papo de todo dia. Mas nem por isso menos belo.

[Amanhã eu volto a falar de dieta, boa noite.]

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