quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

47 + 48

Ontem fui ao Eddie a primeira vez esse ano. Aproveitei o carnaval para dar uma chutada de balde em horários e em todo e qualquer tipo de disciplina. O que inclui acordar às onze da manhã (para quem não passa das oito e meia na cama isso é muito tempo), alterar os horários de refeição, suprimir refeições, comer pizza, enfim, tudo aquilo que é excelente para detonar de vez qualquer regime.

Lá uns amigos perguntaram qual é a maior mudança que o processo todo tem me trazido (fora a perda de peso) e é com certeza as alterações de humor. Segundo a astrologia eu sou canceriano com ascendente em touro, e nessa idade já era para eu ser mais touro que câncer. Tirando o tipo físico (rá rá rá), continuo canceriano ao extremo, com oscilações de humor típicas de adolescente e de mulher grávida. E olha que teoricamente eu tenho uma dosagem diária de 20mg (2 x 10mg) de fluoxetina para ajudar a amansar.

Tudo é motivo para descompensação emocional, de chegar em casa e não ter ninguém, de achar a pia suja depois de ter largado tudo arrumadinho, até o alarme que disparou no prédio comercial vizinho em pleno domingo de carnaval e até hoje de manhã continuava tocando sem dar sossego. Eu dormi de domingo a quarta ao som de uma sirene, e se os chineses ainda torturam alguém já devem ter trocado a gota d’água na solitária por um alarme de carro há tempos.

Mas no geral (fora a sirene) o carnaval foi bom, mesmo eu não tendo terminado o livro que queria, nem a primeira temporada de Betty. Estou bem disposto, e pronto para, amanhã, enfrentar um novo desafio: a aula de RPM. O professor não se chama Paulo Ricardo, a propósito.

Um comentário:

enquanto dá disse...

verdade absoluta: nada fede mias o humor do que fome. Ai que ódio!