terça-feira, 25 de agosto de 2009

219 + [...] + 228

No sábado passado minha professora de yoga comentou que viu um filme sobre o Mc Donald's, mostrando o processo de produção dos alimentos por lá vendidos. Não é o documentário Super Size Me, e realmente não me lembro agora do nome do filme. Google dessa vez não ajudou. E encerrou comentando assim comigo: "Já que tem campanha antitabagismo, por que é que não fazem campanha anti-fast food? Anti-refrigerante? Antienlatados?"

Tive de concordar que parar de fumar é apenas um passo, e talvez nem seja o mais importante, em busca de qualidade de vida. Atenção: não estou levantando a bandeira pró-tabaco (até porque está fora de moda), só constatando que tabaco é algo que a pessoa nem devia ter começado a usar. Palavra de quem fumou por quase 15 anos. O mesmo se aplica às balas e salgados que vendiam na cantina do colégio. Não sei como funciona merenda em recreio nos dias de hoje: sem filhos e sem ida a amontoados de criança para mim.

Agora, vamos pensar com a cabeça de alguns anos atrás (e eu vou deliberadamente citar o começo de Super Size Me): lanchonete e restaurante eram coisa de fim de semana ou para comemorar algo. O todo-dia, ou "trivial simples", se fazia em casa. Com arroz, feijão, salada de alface e tomate e alguma carne. Ou ovo. A comida tinha cara de comida e você sabia exatamente o que estava pondo para dentro. Tudo bem que vez por outra aparecia um jiló por lá... Eu até hoje não como jiló, nem berinjela (e tem quem não coma canjiquinha dizendo que é comida de pinto – eu amo canjiquinha).

O advento dos self-services (no Brasil), brotado com uma cultura que quer extinguir em médio prazo a profissão de dona-de-casa (coisa que sou totalmente contra, mas não vou entrar em detalhes para não ser taxado de machista), ajudou, do nosso modo, a aumentar a lambança. Comida prática, com preço justo, não se precisa mais cozinhar em casa. E o preço disso são combinações extravagantes nos pratos (Quando na vida a sua mãe te serviu farofa com maionese? E quantas vezes você misturou maionese com farofa num self-service?), além, é claro de eventuais intoxicações alimentares, como a que tive quando comi um peixe com molho tártaro.

Então eu quero propor a você uma pequena atitude na atitude na hora do almoço por uma semana. Fuja de lanches rápidos: dê-se o direito de almoçar. No restaurante, corte os refrigerantes. Troque por suco de limão, suco de abacaxi, sei lá. Algo que se faça na hora, com fruta fresca e sem açúcar (pode adoçar o suco de limão, não seja masoquista). Antes de se servir dê uma corrida de olhos no buffet. Provavelmente estarão lá a farofa e a maionese. Precisa mesmo colocar as duas no prato? Tente montar seu prato seguindo o seu bom-senso. E mais importante: capriche no visual. Folha, além de bom, deixa o prato bonito que só vendo. Aí depois volte aqui e conte para mim se realmente fazer regime é tão difícil assim.

Uma observação específica: fazer regime não é passar fome. Passar fome não emagrece, a não ser que você esteja num reality show. Se deu fome em algum momento, por favor, coma. Tenha frutas, barrinha de cereais, gelatina diet, mais ou menos à mão. Senão você não aguenta um mês. Falei?

Um comentário:

Sandra disse...

Por acaso o filme citado não é o Nação Fast Food?
Abraços
Sandra Cenzi